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Esse é o tema de uma das minhas palestras preferidas, que tive o prazer de ministrar, na época da construção da minha monografia. Falar sobr...

Limites na infância: a importância de dizer não


Esse é o tema de uma das minhas palestras preferidas, que tive o prazer de ministrar, na época da construção da minha monografia. Falar sobre o tema me levou a refletir sobre diversos fatores que permeiam a difícil tarefa de educar um filho. Sabe-se que a família, como o primeiro núcleo social em que a criança é inserida, representa um significativo papel na construção de sua educação. A escola, por sua vez, é responsável pela educação formal, considerando a educação que a criança recebeu em casa e nos outros contextos de seu cotidiano. No entanto, muitos pais tem dúvidas e dificuldades em educar seus filhos, principalmente quando o assunto é polêmico: limites. O "não" muitas vezes é entendido como uma frustração negativa, que deve ser evitada à todo custo. Faz-se importante ressaltar que, nesses casos, os pais precisam ter a consciência de que a educação passa pela obrigação de dizer não e que fazê-lo não significa amar menos. É preciso que as crianças aprendam, em casa, que a vida também é permeada por frustrações, uma vez que a vivência no núcleo familiar é ampliada para um universo muito maior, repleto de obstáculos e portas fechadas. O "não" tem função educativa e dá a oportunidade que a criança desenvolva sua tolerância à frustração. Filhos que ditam regras, em casa, sinalizam problemáticas diversas, que precisam ser reavaliadas. É comum que filhos muito desejados, após gestações interrompidas; o sentimento de culpa ou atitude compensatória (pais ausentes) e outros fatores interfiram na concepção de pais acerca da importância dos limites, fazendo com que os filhos tornem-se os "pequenos soberanos" da casa. É importante conscientizar os pais sobre seus papeis e desmistificar a noção de que um limite será sempre punitivo. Educar sempre será uma tarefa repleta de desafios e medos, mas não precisa ser um problema. Amar também é dizer não.

(Marílya Caroline)

Existir, atualmente, parece estar intimamente ligado à ser visto. Eu não existo, se o outro não me enxerga. Eu não me aceito, se o outro não...

Quem nós somos, quando estamos offline?


Existir, atualmente, parece estar intimamente ligado à ser visto. Eu não existo, se o outro não me enxerga. Eu não me aceito, se o outro não me aceita. Essas parecem ser as nossas necessidades atuais. As redes sociais costumam servir de outdoor. É obrigatório estar sempre belo, feliz e bem-sucedido. A pseudo-vitrine da vida não admite o imperfeito, tampouco o infeliz. Quem nós somos, quando estamos offline? Que tipo de felicidade é que a nos sustenta? Por quanto tempo alguém conseguiria estampar um sorriso inexistente? Esses são os questionamentos que giram em torno da crescente e opressora necessidade de aceitação. Não se pode contrariar, tampouco deixar de ser visto. As nossas ideias passam a ter validade a partir de apreciação alheia. A nossa autoestima parece estar intimamente ligada à quantidade de likes que uma foto registra. O nosso paladar parece se aprimorar, à medida que postamos uma foto do que comemos. É preciso conectar-se e, mais do que isso, é preciso que o outro se conecte ao que eu penso e posto. Precisamos mostrar que somos, mesmo que nem estejamos seguros disto. Precisamos debater os mais diversos assuntos, mesmo que eles não nos mobilizem. Precisamos calçar sapatos que não nos servem e vestir máscaras que nos camuflam de nós mesmos. Afinal, quem se arrisca a ser de verdade, em um mundo de aparências? Que tipo de exigências e padrões precisamos acatar, em nome de uma boa imagem, nas redes sociais? Que roupas devemos vestir e como devemos nos relacionar? Quanto tempo você "sobrevive", sem estar conectado? Quem você é, longe das redes sociais? Quantos likes são necessários para te fazer feliz?  O que sustenta a tua aceitação? Reflita!

(Marílya Caroline)

A decisão de procurar um Psicólogo pode ser entendida como uma importante iniciativa de mudança e autocompreensão. Apesar do senso comum ter...

Meu Psicólogo não me deu fórmulas mágicas. E agora?


A decisão de procurar um Psicólogo pode ser entendida como uma importante iniciativa de mudança e autocompreensão. Apesar do senso comum ter dado lugar à maiores informações acerca da Psicologia, enquanto ciência, muitas pessoas ainda procuram o Psicólogo com a expectativa de que este resolva os seus problemas por si só. Diante disso, resta ao Psicólogo esclarecer qual o papel desempenhado por ele, enquanto profissional, e papel do paciente, diante de sua queixa. Busca-se também deixar claro que a psicoterapia compreende um processo com variabilidade de tempo. O psicólogo também costuma ser comumente visto como um "conselheiro", motivo pelo qual muitas pessoas acreditam poder substituí-lo por um amigo próximo ou por alguma outra pessoa que desempenhe o papel de nos dizer o que é melhor a se fazer. Faz-se importante desconstruir a visão do "Psicólogo detentor de fórmulas mágicas", capazes de se adequar à qualquer demanda. A responsabilidade do paciente, no processo psicoterapêutico, requer uma postura participativa, uma vez que o paciente é visto como um agente ativo, diante de sua queixa, e não como alguém que busca respostas prontas. O Psicólogo atua como um facilitador do processo psicoterapêutico, que tem como ator principal aquele que procurou ajuda. O desenrolar do processo sofre a influência de variáveis como o compromisso do paciente em assumir um papel colaborativo e a compreensão de que o simples desejo de mudar não provoca a mudança. É preciso empenhar-se. A psicoterapia é um processo que visa estimula a autonomia do paciente para resolver suas demandas, além das paredes do consultório. 


(Marílya Caroline)

A "era da tecnologia", conhecida por facilitar nossas atividades diárias, também pode contribuir para a fragilidade das relações h...

A Nomofobia e os reféns contemporâneos



A "era da tecnologia", conhecida por facilitar nossas atividades diárias, também pode contribuir para a fragilidade das relações humanas, fazendo com que o olho-no-olho seja substituído por pessoas cada vez mais dependentes de celulares, tablets e outros aparelhos eletrônicos. Não é raro frequentar lugares públicos e encontrar pessoas que, mesmo próximas, encontram-se distantes. A comunicação mudou e o imediatismo, decorrente da necessidade humana de controlar o tempo de tudo, vem trazendo sérias consequências. A "Nomofobia", derivada da expressão inglesa “no mobile phobia” (ou medo de ficar sem o celular), diz respeito ao medo de ficar incomunicável ou de não poder conectar-se, frequentemente vinculado ao uso dependente de celulares e afins, causando prejuízos à vida cotidiana do indivíduo, como o enfraquecimento das relações pessoais, dificuldades de concentração, a ideia de que o mundo virtual é mais interessante que o real, a preocupação excessiva com o número de curtidas e compartilhamentos dos conteúdos postados, entre outros. Não se trata, necessariamente, do tempo que a pessoa passa ao celular, mas do que isso acarreta, na vida do indivíduo, visto que há pessoas que, mesmo passando muito tempo conectadas, ainda são capazes de ter controle sobre o uso, impedindo que isso venha prejudicar a vivência cotidiana. Faz-se importante ressaltar, a partir disso, que refletir sobre a forma como estamos nos comunicando e fazendo uso da tecnologia é um importante mecanismo de prevenção e promoção de saúde, pois diz respeito à forma como avaliamos a nossa autonomia frente à "era tecnológica". A internet e os aparelhos eletrônicos podem e devem funcionar como facilitadores do nosso dia-a-dia, mas é preciso que tenhamos consciência de que não podemos nos tornar reféns da conectividade. A comunicação é uma necessidade humana, mas é preciso que encontremos formas saudáveis de praticá-la. Se você não vive sem seu celular ou não consegue imaginar como seria passar algumas horas em um ambiente sem internet, avalie sua qualidade de vida e procure um profissional que possa ajudá-lo. Não permita que o mundo virtual te impeça de viver offline.

(Marílya Caroline)

A simbologia do ano novo diz muito mais do que a espera ansiosa para que o ponteiro marque meia-noite, após o dia 31 de dezembro. O ano novo...

A simbologia do ano novo e o que eu desejo para o seu 2016!



A simbologia do ano novo diz muito mais do que a espera ansiosa para que o ponteiro marque meia-noite, após o dia 31 de dezembro. O ano novo traz consigo uma possibilidade de recomeço, do fazer diferente e de realizar os sonhos e planos engavetados, há tanto tempo. O ano novo revela, em nós, muito mais do que as cores que escolhemos para a virada ou todas as simpatias que fazemos, para alcançar qualquer coisa. Começar de novo nos permite ter uma página em branco, que nos convida a escrever uma nova história, com novas cores e personagens. Esperamos, ansiosamente, para celebrar uma nova oportunidade, um novo ciclo e, muitas vezes, o reacender de uma chama que, durante todo o ano, esteve apagada. É o simbolismo que nos impulsiona a refletir, a fazer novas escolhas e acreditar que a vida sempre nos presenteia com novas oportunidades, onde podemos fazer novo o que era velho. É um convite para sair da zona de conforto, começar do zero e deixar para trás tudo aquilo que, por um motivo ou outro, teve que ir embora com o ano que passou. Não é só o ano que se renova. Somos nós que nos permitimos, de um jeito ou de outro, a novas experiências, até mesmo sem perceber. É a vida que nos mostra que, independente de qualquer coisa, o amanhã sempre nos permite a mudança. O ano novo é sempre uma oportunidade para que os sentimentos que desejamos possam alcançar as pessoas que amamos. É sobre os abraços guardados e as saudades contidas. É o brindar de novos sonhos e planos. E eu desejo, sinceramente, que seja só uma desculpa para que você se permita a novos recomeços, mesmo que tudo esteja igual. Te desejo um ano de oportunidades, sobretudo para SER e SENTIR. Que a vida te instigue, te desafie e te faça ver as coisas imperceptíveis e tão preciosas. Que a pressa não te roube o encanto das pequenas coisas e que você sempre encontre um tempo para cuidar de si e de quem você ama. Não espere até o fim do ano para fazer tudo novo, de novo. A única cobrança da vida é que você viva. E viva bem!

Feliz 2016 aos que me acompanham na vida, há pouco tempo ou a partir de agora!

Marílya Caroline

(Obs: essa é uma mensagem pessoal)


A missão de mudar o mundo começa com a difícil tarefa de provocar a mudança em si mesmo. Talvez, o fator mais inquietante da humanidade seja...

Te convido a mudar o (seu) mundo!



A missão de mudar o mundo começa com a difícil tarefa de provocar a mudança em si mesmo. Talvez, o fator mais inquietante da humanidade seja o desejo de mudar o outro, sem "experenciar" a mudança. Quando atribuímos a fatores externos a responsabilidade de revolucionar o que nos cerca, estamos nos permitindo ao tempo do outro. Nem sempre é fácil esperar. Muitas vezes, aguardamos que a mudança venha de fora, sem nos darmos conta daquilo que precisamos reorganizar, internamente. É a partir daí que passamos a acomodar nossas insatisfações na chamada “zona de conforto” ou começamos uma revolução sem saber como e por onde. É aí que ficamos no caminho. Metáforas à parte, o que nos cabe refletir é que, para mudar o que incomoda ao meu redor, preciso entender, primeiramente, aquilo que preciso mudar em mim. Fazer o velho se tornar novo e perder o medo de aparar as arestas. Mudar para a ver a mudança. Revolucionar-se para revolucionar. Mais fácil do que mudar o mundo é mudar a nossa forma de olhar para ele. 

(Marílya Caroline)