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A Nomofobia e os reféns contemporâneos

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A "era da tecnologia", conhecida por facilitar nossas atividades diárias, também pode contribuir para a fragilidade das relações humanas, fazendo com que o olho-no-olho seja substituído por pessoas cada vez mais dependentes de celulares, tablets e outros aparelhos eletrônicos. Não é raro frequentar lugares públicos e encontrar pessoas que, mesmo próximas, encontram-se distantes. A comunicação mudou e o imediatismo, decorrente da necessidade humana de controlar o tempo de tudo, vem trazendo sérias consequências. A "Nomofobia", derivada da expressão inglesa “no mobile phobia” (ou medo de ficar sem o celular), diz respeito ao medo de ficar incomunicável ou de não poder conectar-se, frequentemente vinculado ao uso dependente de celulares e afins, causando prejuízos à vida cotidiana do indivíduo, como o enfraquecimento das relações pessoais, dificuldades de concentração, a ideia de que o mundo virtual é mais interessante que o real, a preocupação excessiva com o número de curtidas e compartilhamentos dos conteúdos postados, entre outros. Não se trata, necessariamente, do tempo que a pessoa passa ao celular, mas do que isso acarreta, na vida do indivíduo, visto que há pessoas que, mesmo passando muito tempo conectadas, ainda são capazes de ter controle sobre o uso, impedindo que isso venha prejudicar a vivência cotidiana. Faz-se importante ressaltar, a partir disso, que refletir sobre a forma como estamos nos comunicando e fazendo uso da tecnologia é um importante mecanismo de prevenção e promoção de saúde, pois diz respeito à forma como avaliamos a nossa autonomia frente à "era tecnológica". A internet e os aparelhos eletrônicos podem e devem funcionar como facilitadores do nosso dia-a-dia, mas é preciso que tenhamos consciência de que não podemos nos tornar reféns da conectividade. A comunicação é uma necessidade humana, mas é preciso que encontremos formas saudáveis de praticá-la. Se você não vive sem seu celular ou não consegue imaginar como seria passar algumas horas em um ambiente sem internet, avalie sua qualidade de vida e procure um profissional que possa ajudá-lo. Não permita que o mundo virtual te impeça de viver offline.

(Marílya Caroline)


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